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A cada dia me apaixono mais pelo trabalho com crianças com necessidades educativas especiais. Neste blog quero apresentar estratégias, informações e acima de tudo contribuições práticas para que estes sujeitos tenham possibilidades claras de aprendizagens. Confiram!!! Minhas credenciais: Sou Pedagogo; - Psicopedagogo Clínico e Institucional; - Assistente Social CRESS-Ba 8283.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Os quatro momentos de um dia

2. OS QUATRO MOMENTOS DE UM DIA
Esta técnica é uma adaptação de «o desenho em episódios», prova aplica¬da por A. Jaeggi no Serviço Médico Pedagógico de Genebra. Apesar da rique¬za de «O desenho em episódios», seu autor é desconhecido e a mesma foi difundida pela Dra. Elza Schimid-Kitsikis tanto em seus cursos e seminários como através de sua obra «Théorie et clinique du fonctionnement mental».
Os materiais de "O desenho em episódios" são: uma folha de papel (A4) dobrada em seis palies iguais e um lápis. O procedimento consiste em dobrar a folha diante do entrevistado e solicitar-lhe que desenhe uma história de um menino ou menina (dependendo do sexo do entrevistado) que tenha um dia livre para si.
Os quatro momentos de um dia utiliza os mesmos materiais, porém centra seu interesse em averiguar como é o uso do tempo em um dia comum.
1. Objetivo
Investigar os vínculos ao longo de um dia.
2. Materiais
Folhas tamanho sulfite Lápis preto
3. Procedimentos
3.1. O entrevistador dobra uma folha em quatro partes iguais e solicita ao entrevistado que faça o mesmo com outra.
3.2. Solicita-se que desenhe quatro momentos do seu dia, desde que acorda até a hora em que vai dormir.
3.3. Pede-se que relate o que está acontecendo no desenho.
3.4. Perguntam-se detalhes de cada uma das cenas - se necessário – assim como também podem ser feitas perguntas vinculadas ao relato comentado.
Fundamentos
O desenho é um dos meios que facilitam a expressão do mundo interno do sujeito, o que se expressa através de condutas concretas, fantasias, etc., em relação ao que o rodeia e consigo mesmo.
O entrevistado, ao ter que escolher quatro momentos e estabelecer uma seqüência entre os mesmos, realiza duas classes de operações cognitivo-afetivas: uma de hierarquizar os momentos privilegiados e outra de relacioná-Ios em uma ordem temporal. Ambas as operações facilitam o conhecimento dos vín¬culos, o que permite identificar a partir do sujeito, a representação dos dois pólos que todo vínculo carrega: a "representação que o sujeito possui do meio", assim como também as condutas aloplásticas e autoplásticas em virtude das quais interage com seu contexto geográfico e sociodinâmico.
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Indicadores mais significativos
Adequação da ordem
Momentos escolhidos
Atividade realizada
Pessoas
Campo geográfico da cena
Objetos do ambiente
Detalhes do desenho
Seqüência dos momentos.
Alguns significados dos indicadores
Sem dúvida outros indicadores não mencionados especialmente nesta téc¬nica - e também em outras - possuem importância; entre eles devem estar o I tamanho dos desenhos, dos personagens, dos objetos, posição dos personagens, I dos objetos, distâncias entre personagens e personagens e objetos, grau de I terminação dos desenhos, etc.
A adequação da ordem: como em toda prova, implica capacidade de adaptar-se às exigências externas e possuir tolerância à frustração, mas neste caso particular, ambos os aspectos estão especialmente vinculados ao tempo de um ponto de vista estático, e ao uso do tempo, ou seja de um ponto de vista dinâmico I e aos vínculos que o sujeito estabeleceu em cada e com cada um dos momentos.¬
Os momentos escolhidos podem indicar tanto uma escolha automática, re¬sultante de uma vida monótona e sem criatividade, como uma escolha em função de cargas afetivas intensas positivas ou negativas. No primeiro caso, a escolha reflete dinamismo, criatividade e um uso instrumental e enriquecedor do tempo; no segundo apatia, vazio, solidão e depositação de impulsos agressivos manifestos ou latentes.
A atividade realizada é um índice dos gostos do sujeito e imposições ex¬ternas, das aspirações e frustrações, das tentativas de identificação e do poten¬cial organizativo de que se dispõe.
As pessoas regularmente expõem os modelos de identificação e o modelo de aprendizagem familiar. Em relação a este último, cabe ressaltar que o mesmo pode ser compacto -todas as pessoas oferecem um modelo de aprendizagem uniforme- ou diversificado, vale dizer que as diferentes pessoas propõem modelos diferentes: obsessivo, confusional, etc., prático, teórico, etc.; individual compartilhado, etc.
O campo geográfico da cena: na casa (parcial ou totalmente) em, dependências apropriadas ou não, realizando atividades de acordo com o lugar(ler no quintal, copa, sala) ou desacordes com o mesmo (escovar os dentes no quarto) servem para entender o estilo do vínculo e em termos da adequação a flexibilidade deste.
Os objetos do ambiente: por sua vez indicam como se encontra povoado o mundo interno do sujeito e, muitas vezes, revela uma realidade objetiva quanto aos ambientes físicos em que o entrevistado se movimenta: desprovida;, sobrecarregado, organizado, confuso ou indiscriminado, etc.
Os detalhes do desenho: tipos de traço, proporções, posições, retoques, minuciosidades, estereotipias, reiterações, mobilidade, etc., são aspe. . complementares que ajudam a clarificar os indicadores previamente mencionados, agregando um tom que regularmente corresponde aos aspectos profundos da personalidade do entrevistado.
A seqüência do desenho: pode ser estabelecida em três sentidos: 01 seqüencial ao desenhar, ordem espacial na disposição - da folha e ordem relato. Geralmente a ordem na disposição espacial na folha e no relato, ¬mesmo; contudo costumam existir diferenças que são reveladoras de um "culo ambivalente e contraditório nos níveis: inconsciente, pré-consciente consciente.
EXEMPLO DE OS QUATRO MOMENTOS DE UM DIA
A jovem cujo desenho e registro de Os quatro momentos de um dia são reproduzidos, tem 12 anos, possui uma acentuada diminuição intelectual - sua estrutura cognitiva corresponde ao início do nível operatório concreto - concluiu com severas dificuldades a escola primária - suas aprendizagens são totalmen¬te automatizadas - e seus pais pretendem matriculá-Ia na escola secundária.
Foi encaminhada pela instituição educativa para a avaliação de sua capacidade de aprendizagem, os pais expressam durante a consulta: a) "...que (a menina) aprende, que não sabem porque é necessário avaliá-Ia..." e b) "...que não saberiam o que poderiam fazer com ela se ela não fosse para a escola...".
A família pertence à classe alta, ambos os pais são profissionais e se [ encontram ocupados todo o dia com suas atividades, saem muito cedo de casa l para só voltar à noite. Nos fins de semana dormem muito, pois se sentem muito cansados.
BIBLIOGRAFIA:
VISCA. Jorge. Técnicas Projetivas Psicopedagógicas e Pautas Gráficas para sua interpretação. 1ª edição - Bueno Aires: Visca & Visca, 2008.
UM MUNDO MELHOR SE CONSTRÓI EM MUTIRÃO

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